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Suprema ignorância II - a revolta
Vamos voltar ao assunto já que rendeu o recorde de comentários no meu tão pouco visitado blog - embora tenho que admitir, os poucos que aqui vêm não somente voltam, como acrescentam, e muito, nas tão mal traçadas linhas desconexas e frequentemente incoerentes do meu humilde blog... Aproveito e agradeço a todos. Voltando... Se por um lado a experiência pode agora render algo para o jornalista, por outro lado... fico pensando como será o futuro da ex-profissão. Explico: o diploma de jornalismo pode ter sido rebaixado a papel higiênico, mas ele ainda existe. Ainda temos jornalistas sérios, ainda temos profissionais baseados na ética e que abraçaram a profissão com a própria vida. Me incluo. O diploma mesmo que sem valor ainda está fresco. Amanhã sim, será o maior problema. Hoje isso implica em mais uma dificuldade em negociar salários através do sindicato, em conseguir espaço como profissional. Amanhã teremos jornais, revistas, sites e televisão sem os jornalistas por formação, sem o compromisso ético com a profissão, a não ser pela "função", e isso é diferente. Não sei se estou conseguindo ser clara. Mas a verdade é que haverá um dia que qualquer um pode entrar no fechamento do jornal só por que ele "está como" jornalista, como um comerciante, uma secretária, um vendedor de seguros. O cara até pode exercer a função com o êxito e competência que um jornalista formado exerceria, mas a falta de qualificação rebaixa a categoria. Bem, passar anos na faculdade, pagar uma mensalidade absurda, estagiar feito um burro de carga e ainda por cima, deixar de ser exatamente profissional para só ser qualificado já acaba com o sonho de qualquer estudante. Mas o estudante ainda tem tempo. E quanto aos jornalistas quarentões, que apesar de experientes, agora são só qualificados. É. Disse a palavra "só" de propósito. Por que é só mesmo. Falamos de um país que não emprega pessoas de meia idade por que já o considera defasado. Falamos de um país que não tem emprego sobrando, não tem estrutura para que o pobre sobreviva, como saúde e educação. O que acontece quando o jornalista quarentão perde o emprego? Vira estatística. Mais um... Até...
Escrito por Rê às 01h10
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